A pós-graduação stricto sensu no Brasil se apresenta como um sistema regulado de modo rígido e centralizado, mas legitimado academicamente, a partir do processo de avaliação da Capes conduzido por coordenadores de área. O espaço para inovação é muito restrito. Neste momento de avanços do conhecimento mais interdisciplinar, colaborativo e dinâmico, é essencial repensarmos o modelo de pós-graduação.
Um sistema que estimule a inovação, fortaleça a autonomia das instituições na gestão, no uso de recursos, na definição de prioridades e com ampla flexibilidade parece ter mais capacidade de fazer frente aos novos desafios e encaminhar o futuro. A inovação social e tecnológica como impulsionadora do desenvolvimento social e econômico nacional, alicerçado no conhecimento, tem se consolidado na sociedade brasileira, no âmbito legal, como no espaço institucional e no imaginário coletivo. O investimento em bens intangíveis, como capital humano, pesquisa científica, desenvolvimento e inovação em produtos e serviços está, reconhecidamente, correlacionado com o alcance de elevados padrões econômicos e sociais nacionais.